O Poder da Presença

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O Poder da Presença

 

  Quando estamos bem centrados no presente, tendemos a ficar relaxados, respiramos com mais equilíbrio e as emoções possibilitam maior tranquilidade. Mas o que é estado de presença? É o mais poderoso estado que podemos acessar, pois presença significa alinhar e manter a mente e o corpo no mesmo lugar. Quando você amplia a consciência sobre o momento presente, você aquieta a sua mente, e com isso, você canaliza suas energias com mais qualidade.

 

 

  Você já percebeu que, quando não está consciente do agora, perde energia, se dispersa? Você já reparou o que tira você da linha? Preocupações, pensar excessivamente nos resultados futuros, deixar que sentimentos negativos tomem conta de você, ou até mesmo deixar se influenciar pelo o que os outros fazem ou dizem. Isso tudo tira você do estado de presença, faz com que disperse sua energia para fora de seu eixo.

 

 

  Tive contato com o “estar presente” através da PNL, e muito me ajudou, principalmente a acalmar meus pensamentos e ansiedade. A seguir descrevo algumas dicas para acessar o poderoso estado de presença.

 

 

  1) O corpo sempre está presente, mas a nossa mente pode ir para qualquer lugar. Fique atento a sua postura corporal. Quando prestamos atenção em nossa fisiologia nos centramos no aqui e agora. Então, leve sua atenção para a sua respiração. Se mudar conscientemente sua fisiologia para uma postura positiva e alegre, com ombros alinhados, por exemplo, automaticamente adotará um melhor estado.

 

 

  2) Crie uma conexão com o ambiente, olhe, ouça, sinta tudo a sua volta, sem julgamentos. Além de prestar atenção em você mesma, sentindo seu corpo, olhe ao seu redor, perceba os detalhes e escute os sons do ambiente.

 

 

  3) Sua linguagem interior é importantíssima, e deve ser controlada. Ao fazer isso, você se tornará uma pessoa estável e mais tranquila. Muitas vezes não conseguimos aquietar a mente e encontrar a paz interior, pois estamos em constante diálogo interno.  Controla-la não significa parar de pensar, significa ter consciência sobre o que está pensando, como está pensando. Se não aprender a administrar estes três elementos dentro de sua cabeça, as palavras utilizadas no diálogo interno, as imagens dos quadros mentais que criamos e os sons da própria voz interior dificilmente você desacelera seus pensamentos. Sempre que perceber que a linguagem interior está te levando para uma dimensão de tempo que não seja o agora pare e conecte novamente com o presente.

 

 

  A maioria das pessoas vive com o “piloto automático” ligado e não procura relaxar e gerenciar de forma diferente o seu tempo. Então, diminua a velocidade dos seus pensamentos. O americano Robert Dilts, um dos co-criadores da PNL, transmitiu a seguinte dica:

 

 

  “Se estiver abraçando alguém, abrace de verdade. Se estiver sorrindo, sorria com o corpo todo; se for dançar, dance sem se preocupar com o que os outros vão dizer; se for executar uma atividade, se concentre no que estiver fazendo, sempre presente e consciente”.

 

 

  Faça o melhor agora, já.  Não deixe o amanhã ser mais presente e determinante do que o agora. O melhor para se fazer é no agora, onde estiver e com quem estiver ao seu lado. Viva o agora, sinta o presente, ouça o momento e não desperdice a si mesmo.

 

 

Qualidade da Nossa Presença

 

 

 

  Mas o que é uma presença de qualidade? Como estar fisicamente e mentalmente no “aqui” e no “agora”?

 

  Um dos interessantes campos de atuação da PNL nos ajuda a sermos capazes de estar em estado, ou seja, centrados em nós mesmos e ao mesmo tempo conectados com o que nos envolve. Presentes. Enraizados. Vivos. Alerta e em equilíbrio.

 

  As tecnologias são de extrema importância e têm muito a nos oferecer, no aumento de resultados e conhecimento, é curioso notar a forma negativa como muitas vezes ocupa a atenção constante de muitos de nós.

 

 No café da manhã, nos jantares e almoços de família, nas reuniões de trabalho, em sessões de formação ligadas ao relacionamento interpessoal e à comunicação efetiva, o que é irônico, enfim, em todo o lado, é cada vez mais “normal” vermos pessoas em estado de paixão pelos seus pequenos celulares, mesmo estando acompanhados de pessoas importantes para suas vidas. É como se o mundo todo estivesse no pequeno quadrado luminoso e nada mais importasse.

 

Muitas pessoas vivem em rapport (capacidade de entrar no mundo de alguém é a essência da comunicação bem-sucedida), com os seus tlabets, smartphones, ipads, iphones…

 

 

 

 

Olhamos o celular muitas vezes por dia. Temos que começar por redefinir nossa relação com a tecnologia: é uma ferramenta, muito útil, mas tem que nos tornar livres. O celular é o novo vício: se fico entediado, dou uma olhada nele. “Não mande mensagens vazias de emoção, convide seus amigos para um jantar na sua casa.”

 

 

 Estamos conscientes da quantidade de alertas que nos cercam? Silencie o telefone, desative as notificações. Ponha o celular no modo avião e decida você mesmo quando quer interagir com ele. Recupere o despertador! O cérebro sofre com a conexão constante. Faça uma experiência se você não acredita: depois de várias horas navegando, seria capaz de recordar o que viu e como se sentiu?

 

 

  É preciso escapar dessa hipnose em que vivemos, já que isso explodiu pela depressão, pela ansiedade. Vivemos constantemente em atenção parcial, nunca estamos presentes, portanto não temos tempo de reflexão. O excesso de conectividade dispara um alerta: Por estarmos conectados com outros o tempo todo, nos esquecemos de que nós também contamos e que merecemos tempo em silêncio, conectando com nós mesmos.

 

 

  Ainda podemos aprender muito com a tecnologia usando-a de forma acertiva e eficiente para melhorar nossa qualidade de vida.

 

 

  Uma coisa é usar estas ferramentas e com elas criar melhores resultados com menos esforço; outra, bem diferente, é ser dependente delas de tal forma que todo o resto se anula, deixando um buraco nas relações humanas.

 

  Nunca se assistiu a um tão grande desligamento do momento presente e esforço de resgate dessas reconexões com a “realidade”, sobretudo por parte de alguns adultos.

 

  Para uns, o pé estará sempre no passado, na nostalgia do que o tempo levou e não trará de volta; para outros, os olhos estão postos no futuro e no que ele eventualmente trará. Em ambos os casos não se vive o presente na sua essência.

 

  Até que ponto os nossos relacionamentos podem ser realmente significativos? Com a nossa comunicação envolvente e o nosso impacto no mundo efetivo, se nem tempo e espaço mental temos para olhar e escutar com atenção as pessoas que fazem parte da nossa vida?

 

  Nos últimos dias, quantas vezes você parou o que estava fazendo para ouvir o que o seu filho tinha para lhe dizer?

 

  Qual foi a última vez que saboreou com atenção consciente um pedaço de maçã ou alguma outra fruta que você gosta?

 

  Quando se sentou no seu sofá e direcionou intencionalmente a sua atenção para aquilo que o seu corpo está a sentir?

 

  Qual foi a última vez que você se sentiu em sintonia com seu corpo e sua mente, sem que algum tipo de tecnologia interferisse nesse momento?

 

Ao aumentar o nosso nível de consciência e de percepção, a PNL contribui para nos fazer “estar” e “ser”. Simplesmente estar e ser. E com isso o tempo expande, os nossos sentidos aguçam-se e a nossa mente descobre mais e melhores recursos.

 

 

Desconecte-se e conecte-se.

 

 

Tudo o que temos é o aqui e o agora.

 

 

“O melhor presente que você pode dar a alguém é a qualidade da sua presença”.

                                                                                          Robert Dilts

 

 

 

Um grande abraço!

Elder Nunes – Provocador de Mudanças

 

 

 

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